quinta-feira, 1 de julho de 2010

" A dor da Saudade "

Trancar o dedo na porta dói.
Bater o queixo no chão dói.
Dói morder a língua, cólica dói .
Dói bater a cabeça na quina da mesa, carie dói, pedras nos rins também dói.
Mas o que mais dói é a saudade.
Saudade de um irmão que mora longe;
Saudade de uma brincadeira de infância;
Saudade de um amigo imaginário que nunca existiu;
Saudade de uma cidade;
Saudade de nós mesmos, que o tempo não perdoa.
Mas a saudade mais dolorida, é a saudade de quem se ama.
Saudade da pele, do cheiro, dos beijos.
Saudade da presença e até da ausência consentida.
Você podia ficar na sala e ele no quarto, mas sabiam-se lá;
Você pode ir ao dentista e ele para o trabalho, mas sabiam-se onde;

Você podia ficar sem vê-lo e ele sem vê-la, mas sabiam-se o amanhã.
Contudo, quando a distância arma a peça de os separar, sobra uma saudade que ningém sabe como deter.
Saudade é basicamente não saber.
Não saber o que fazer com os dias que ficaram mais longos;
Não saber como encontrar tarefas que lhe cessem o pensamento;
Não saber como frear as lágrimas diante de uma música;
Não saber como vencer a dor de um silêncio que nada preenche;

Saudade o que eu sinto dia após dia, com a sua ausência.

" Quem inventou a distância, nunca sofreu a dor de uma saudade".